Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2025
Bom dia. Esta vai ser uma resenha breve da minha opinião sobre o filme que assisti ontem à noite. O filme da vez foi Conclave, dirigido por Edward Berger, que está indicado ao Oscar em algumas categorias: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e por aí vai. Ainda não assisti à maior parte dos filmes indicados ao Oscar, mas, até agora, estou torcendo para que Isabella Rossellini leve o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.
Junto ao papel do personagem principal – um decano responsável por conduzir o conclave após a morte do atual papa – o da irmã Agnes é fundamental para o desenrolar da narrativa. Durante o filme, ela não possui muitas falas, mas sua presença em grande parte das situações, suas observações e sua postura nos conflitos da trama a tornam uma personagem muito poderosa. Tanto é que, em uma das situações-chave, com apenas alguns segundos de fala, ela encerra o que estava sendo debatido. Ela é, de longe, uma das personagens mais interessantes.
O filme peca um pouco em aprofundar melhor algumas soluções (o desfecho é bem rápido), mas não deixa de ser uma obra com algumas reviravoltas e, acima de tudo, um jogo político onde todo mundo quer sair por cima. A ambientação é fenomenal, e a trilha sonora ajuda a manter o clima de tensão no ar. É um bom filme, não há como negar. Existe uma sensibilidade bonita que impede o filme de se tornar grosseiro e desinteressante, especialmente ao trazer tópicos relevantes para a nossa sociedade atual e ao usar uma instituição milenar como pano de fundo.
Acredito que há críticas à Igreja no filme, mas esse não é o foco central. É muito fácil se identificar com a humanidade de cada cardeal e com a propensão à corrupção que todos nós temos. Não vou falar mais que isso, mas há muito sendo discutido nas entrelinhas – e é isso que faz um filme ser bom de assistir.
4 estrelas de 5.
Assista o trailer do filme logo abaixo:
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