Tem sido dias bem complicados para quem usa internet. Chegou um momento que o veneno simplesmente é demais e não tem como as redes sociais voltarem a ser como era antes. Acredito também que existam pelo menos 2 lados, e que tenham pessoas que veem o que está acontecendo de outra forma, que queiram continuar consumindo os conteúdos nesse formato. Mas para mim já deu. Eu não aguento mais as pseudo celebridades que surgiram desse meio, até pelo contraste que eu tenho da internet na minha cabeça de um tempo que não existiam influencers (imagina que delícia o Instagram caindo).
Mas para não ser classificada como A Chata, vou dizer que:
“Mas é claro que existem bons exemplos!!"
Sendo que a maioria deles eu diria que são influencers divulgadores de ciência – não todos porque tem umas maçãs bem podres também. Mas o ponto é que não tem como a regra disso ser algo positivo. É literalmente uma ocupação em que as pessoas ganham dinheiro para divulgar produtos que elas não usam, podendo até ser propaganda de casa de apostas. Inclusive, o dinheiro ganho deve ser proporcionalmente maior pelo tanto de charlatonismo aplicado no produto.
E assim, é óbvio que tem por onde isso crescer e firmar na nossa sociedade, afinal, o que vivemos é literalmente uma busca de qualidade de vida que só é conseguida através do dinheiro (não tem como você me falar que dinheiro não garante qualidade de vida). Então, seria “normal” que essas pessoas acabassem por deixar de lado algumas opiniões e valores mais enraizados para trocar por isso né? Então o que me incomoda é essa coisa a la vontê de propostas a todo momento e de pessoas ganhando fama por coisas ridículas, e ter público aplaudindo isso. A propaganda invadiu coisas demais, e não tem muitas pessoas preocupadas em regular isso.
Chegou um momento que eu realmente preciso encontrar comunidades novas na internet onde eu realmente me sinta segura e conectada com as pessoas que eu conheço na vida real. Já não existe isso mais no twitter, ou qualquer rede social que eu use (eu provavelmente uso as que são mais utilizadas no Brasil). E o motivo disso é que nos últimos anos, as plataformas foram privilegiando o mesmo tipo de conteúdo para todo mundo – forçando que algumas coisas se tornassem virais e não tivesse escapatória. Existem alternativas fracas como usar a ordem cronológica, só que existe muita coisa encoberta da maneira que as informações são tratadas por essas empresas que cuidam das redes sociais.
Enfim, a nivelação das timelines se mostrou inevitável. Por isso é tão fácil pessoas que usam twitter saberem que usam twitter, porque a timeline é praticamente a mesma. Eu perdi a conta de quantas vezes eu evitei um vídeo na timeline e tive que acabar assistindo para ele “sumir”. É algo bem irritante que se mostrou ser algo normal para as redes sociais.
Outra coisa que me levou a dizer “Não aguento mais!!!!”: A falta de interpretação de texto e de contexto levam as pessoas às discussões mais ridículas possíveis, e é compreensível quem se dispõe a desatar esses nós que surgem em comentários de publicações (ou de tweets se estivermos falando do twitter). Mas acontece que eu não seria essa pessoa, então só restava o sentimento negativo potencializado pela numerosa quantidade de postagens com “armadilhas” similares. O que era pra ser um ambiente ok, se tornou um ambiente deprimente. A proporção de coisas legais se tornou ínfima ao lado de páginas misóginas e cheias de desinformação. Eu senti quase que uma facebookização do twitter acontecendo nos últimos tempos.
Mas o que me deixa com a pulga atrás da orelha é o que vai ser o próximo passo? Alguma das redes sociais existentes vai me ocupar o buraco do twitter? O instagram não vai ser até porque o propósito dele sempre foi outro – usar imagens para compartilhar a vida – mas e os textos? Mesmo que surja algo “melhor” por ser disruptivo com os algoritmos usados atualmente e do formato das influências, como fazer as pessoas mudarem para essa nova casa?
Será que todas as mudanças acontecerão pelas mãos do jurídico brasileiro ou existem movimentos de pessoas que se preocupam com isso? Ultimamente eu ouvi um pouco sobre a ideia de federalização das redes sociais, como se fosse possível ter uma portabilidade (que nem de operadora) para todas as redes. Não sei bem se esse era o nome do conceito, quem sabe mais tarde eu procuro sobre isso e escrevo.
É um assunto que eu quero amadurecer mais, mas que eu já quis compartilhar por aqui.
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